O veículo, que tem capacidade para seis detentos e cinco policiais, suporta tiros de fuzil, inclusive nos pneus. Com seis toneladas e velocidade máxima de 130km/h, o carro tem parede blindada com visores para separar policiais e presos e uma divisão para que integrantes de facções rivais não fiquem juntos. Os gastos com esta nova aquisição do governo do Estado não foram divulgados.

Segundo Beltrame, o novo carro "é 100% nacional e todas as peças têm reposição". Nos próximos 60 dias, o compacto entrará em fase de testes e, inicialmente, será usado para patrulhamento nas vias expressas do Rio.
"Vamos ter o retorno dos policiais, após os testes, para ver o desempenho. Por enquanto é só esta unidade, mas, com os ajustes, poderemos adquirir este equipamento em série. Tenho certeza que, a partir daqui, poderemos fazer mais veículos desta natureza para patrulhar a cidade", explicou o secretário.

A professora da Escola de Serviço Social da UFRJ, Paula Poncioni, discorda da escolha da secretaria. "Não é necessário. A guerra tal como é colocada não existe", afirmou.
"A capacidade de controlar está além do caveirão. No Rio de Janeiro o que a gente vê é o papel da Polícia Militar predominantemente de combate, quando o papel é preventivo", afirmou. Paula acredita que o investimento feito nesses veículos poderia ser usado em outros instrumentos, e questiona: "As armas não-letais onde estão? Treinamentos estão acontecendo?".
Bretas defende o uso do veículo no princípio de proteção ao policial, mas alerta que essa política de enfrentamento não é a melhor saída. "Essa intervenção, mesmo que produza resultados, paga um preço muito alto. O policial está em risco o tempo todo", criticou. "Tem que entrar e permanecer. Não pode entrar, trocar tiros e voltar no dia seguinte. Não adianta matar um traficante porque daqui a pouco tem outro no lugar", explica.
Ele aponta que a ocupação em áreas de risco deve ser feita de maneira lenta e inteligente. Mas, segundo o professor, a escolha dos 'blindados' pode funcionar como uma solução barata, uma vez que qualificação dos policiais e expansão da equipe poderia custar muito mais.


R$ 8 mi em um helicóptero blindado
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